Sou muito, não, de me apresentar, ó!...

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

CÃS



Cãs é o nome que se dá aos cabelos brancos.
Grisalho é o cabelo que apresenta algumas cãs.
Cabeça de algodão/nuvem é como EU chamo quem tem o cabelo todo, todo branquinho. 
Ainda estou grisalha, mas comecei a ter branco aos 15 anos, então aos 25 já tinha uma coroa branca... e tive que pintar. 35 anos depois, meu cabelo despencando e eu nem sabia mais o tom exato de castanho original de meu cabelo... resolvi cortar relações com a L'oréal. 
Assumidamente grisalha, um dia um vizinho - vizinhO ! - se deu ao luxo de comentar comigo que eu era "desleixada", por ter assumido os brancos. Olhei para ele, balançando a cabeça negativamente, e soltei: "Tu não entendes nada de tendência da moda, né? Tu nem sabes qual a cor do ano, não é?". 
Sim, devolvi com uma carteirada de pseudoconhecimento de moda.
Isso me lembrou  um episódio da Disney, em que as pessoas riram do Pateta, por ele estar usando meias de cores diferentes e ele, em um rasgo de ousadia,  respondeu que era moda e blá-blá-blá... No dia seguinte, ele se depara com todos ostentando meias de cores diferentes.
Mas tem que ser dito que cabelos não mais pintados ainda estão traumatizados com tantos anos de química. Portanto, exige, na transição, muito tratamento, óleo de rícino etc. para voltar ao estado normal.
Particularmente, estou amando a cor e a textura naturais de minha cabeleira grisalha. Talvez nunca mais pinte, de tão satisfeita que estou.
E quem não gostar, que não pinte os seus, ôxe!!

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Revisar é preciso - 001

Cliente - vamos chamar de Teresa - enviou o trabalho acadêmico.
Revisei. Devolvi-lhe.
Cliente levou o trabalho para o orientador e voltou reclamando que corrigisse, seu nome era Tereza e não Teresa.
Corrigi em um sorriso, mas bem que poderia ter dito:
a (      ) Que bom que seu orientador sabe seu nome correto.
b (      ) Querida, desculpas, é que minha bola de cristal quebrou.
c (      ) Acontece com todo mundo! Quem é que sabe escrever o próprio nome, não é mesmo?

Porque não basta revisar a grafia e a gramática, tem que adivinhar também como o tabelião registrou o nome daquele luzente, certo?



segunda-feira, 2 de setembro de 2024

GASLIGHTING - o filme

Pequena Paula
por que ir à Itália
e contrabandear um ladrão de rubis?
Não tinha melhor hora para enterrar tua tia?
À meia-luz, as verdades são ocultas
e as mentiras criam volume.
Pequena, primeiro foi tua partida
com a volta sobrecarregada
de uma falsa gentileza pérfida.
Em seguida, um envolvimento tenso
- não eram cuidados, mas manipulações;
não eram preocupações, mas distorções.
A fumaça disfarça a lídima realidade.
O primeiro golpe foi o isolamento 
e a dependência emocional,
quase uma síndrome de Estocolmo
crescendo nos quartos vitorianos.
Paula, como encontrar o caminho de volta?
como te reencontrar? Como?
Espera o sol raiar e os raios de sol dissiparem as névoas 
que puseram em tua cabeça.
Acorda, Alice! - o perigo dorme ao teu lado.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Ao som de "O céu é da perdiz" -

Ao som de “O céu é da perdiz” 
A lua enche o céu enquanto lanternas queimam como estrelas. 
De mãos dadas eu caminhava com meu homem até a Porta Duan 
Mas voltamos arrastados pelas canções e pela danças de gansos em revoada. 
Eu não percebi que tinha me transformado em pato mandarim sem meu companheiro. 
Na lenta madrugada, 
Agradeci sua largueza imperial 
Quando o vinho, como um presente real, foi anunciado, 
Mas fiquei com medo de que meus pais adotivos me repreendessem por beber 
E por isso bebi só uma taça, para por minha inocência à prova. 

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A menina que pegou a taça de ouro – Início do século XII
 


Poetisas Chinesas

sábado, 23 de março de 2019

Para Feiqing em uma noite de inverno - Yu Xuanji



Baixa poema invoco-te à luz da lanterna
à noite insone renego o frio das cobertas
Folhas ocupam o pátio como ao vento a dor
Entre as cortinas em gaze a lua declina
Triste a seguir a estrada uma estranha até o fim
em florescer e murchar conhece-se a flor
mesmo desconhecido seu pouso entre os plátanos
Encerra a tarde um arco os pardais em alarde


[Yu Xuanji]

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Início de Outono - Yu Xuanji



Brilham os novos botões de crisântemo
Ao poente a névoa oculta as montanhas
No verde às árvores um vento frio
nas cordas ressoa uma canção límpida
Mulheres: a espera junto ao tear
Aos homens, a marcha além da Muralha
As aves no céu; aos peixes, o rio
Ficam as cartas a meio caminho

[Yu Xuanji]