PRIMAVERA FORA DA ESTAÇÃO
Vesti-me de primavera para te encontrar
Pus chapéu de palha para te esconder meu olhar
Deixei a luz coar pelos vidros e me banhar costas
Usando meu natural perfume que sabe a Amanhã
Vontades descalças em franciscanos modelos
Olhos marrom-marrons semicerrando à intensidade
Vírus tantos para quê? deletar arquivo salvar programas
Formatar meu HD. Reconfigurar minha poesia
Ir te encontrar em uma encruzilhada.
E te beijar a flor da ideia.
Eu, primaverando pleno verão.
(Tetê Macambira)
Clube de leitura de poesia, sarau poético, oficinas de poesia, produção de zines autorais artesanais e intervenções poéticas
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
BEIJO - Thiago Cavalcante
BEIJO
Na beira dos lábios
Tocando a carne quais,
Desordena sábios,
Enlouquecendo os tais
Com a virtude
Do prazer
De satisfazer
Na majestosa plenitude.
Em vividos olhos
Reflete a calma
Dos desejos simplórios
Da doce alma.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Para Ty
Para Ty
Homens
são meninos que podem surpreender
Imagino olhos caleidoscópicos por trás das lentes
Traio tua imagem jeans com tuas falas plenas de poesia
Imagino olhos caleidoscópicos por trás das lentes
Traio tua imagem jeans com tuas falas plenas de poesia
Tentação
em conhecer mais, em imergir submergir
Yeah! o dia está nascendo: fotografar este instante.
Yeah! o dia está nascendo: fotografar este instante.
Post-scriptum:
chuva chove na cidade
na TV, Coltrane me deixa lounge
longe de Ty.
na TV, Coltrane me deixa lounge
longe de Ty.
(Tetê Macambira)
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Poesia de Lugar Nenhum - Hit Ty
~Poesia de lugar nenhum~
(Hit Ty)
As estrofes engasgam o percorrer do lento velório
E isso nos basta?
O vinho releva o inevitável pretexto
E isso nos basta?
A fome nos devora, acorrenta-nos sob o luar
E isso nos basta?
Sem expectativa, o verso acaba por me inspirar.
E isso nos basta?
O vinho releva o inevitável pretexto
E isso nos basta?
A fome nos devora, acorrenta-nos sob o luar
E isso nos basta?
Sem expectativa, o verso acaba por me inspirar.
(...)
A poesia que tento ejacular... já não me basta!
O peito adormece, a ferida cicatriza e o corpo apodrece.
A dor entorpece os sentidos.
As lágrimas se escondem, hibernam-se em ciclo menstrual
E nessa conjuntura sádica…sofremos um aborto sensorial.
Audíveis olhos unilaterais, sombra bastarda, vento irregular
E isso nos basta?
Basta percorrer o inevitável infinito?
Infinito irregular do pensamento?
Corrigir os erros eloquentes e se despedaçar em existência?
Essa existência... mácula da matéria
Desviar o olhar, imaginar o futuro presente, passado inexistente
O peito adormece, a ferida cicatriza e o corpo apodrece.
A dor entorpece os sentidos.
As lágrimas se escondem, hibernam-se em ciclo menstrual
E nessa conjuntura sádica…sofremos um aborto sensorial.
Audíveis olhos unilaterais, sombra bastarda, vento irregular
E isso nos basta?
Basta percorrer o inevitável infinito?
Infinito irregular do pensamento?
Corrigir os erros eloquentes e se despedaçar em existência?
Essa existência... mácula da matéria
Desviar o olhar, imaginar o futuro presente, passado inexistente
E dos escombros limpo minha pele feito casca de ferida!
Imaginando a desculpa esculpida em minhas rupturas
Imaginando a desculpa esculpida em minhas rupturas
E minha morte não me absolve
Desapego-me do inimaginável amar
Amar: doença da bílis...
Desapego-me do inimaginável amar
Amar: doença da bílis...
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Poetas de Cidade
A história é singular: alguns rapazes que curtiam juntos a boa boemia, mas também eram amantes da música e da literatura, resolveram promover saraus. E fizeram o Poesia de Lugar Nenhum. Samuel Denker - o Poeta Escancarado, Jair Xavier, Aglailson Di Almeida - o Poeta do Impossível e Hit Ty - o Poeta do Infinito organizaram encontros poéticos entre goles e brindes e leituras de outros autores.
Com o tempo... as coisas esmorecem, mas os sonhos permanecem.
O Poesia de Leve encontrou-se/encantou-se com esses moços de poesia, música e boemia.
Renasceram. Embora de leve, os Poetas de Lugar Nenhum perderam alguns componentes pela estrada da existência, mas outros integraram-se a eles: Tetê Macambira, poeta do Absinto e David Alencar - o Poeta do Acaso - e exímio recitador de Mário Gomes.
E a primeira ação desse grupo foi a ocupação artística na Praça da B1 (apelido dado à avenida Bulevar 1), no conjunto São Cristóvão, em Fortaleza/CE.
Mas os Poetas de Cidade são assim: invadem a cidade porquanto sejam de leve e de todo lugar, por isso... de nenhum em particular.
No entanto, pretendem voltar . Aqui o registro de alguns momentos desses poetas que cultuam epicurismo e saúdam o existencialismo: (cliques de Jefferson Costa, Eunice Mariah e Tetê Macambira):
Com o tempo... as coisas esmorecem, mas os sonhos permanecem.
O Poesia de Leve encontrou-se/encantou-se com esses moços de poesia, música e boemia.
Renasceram. Embora de leve, os Poetas de Lugar Nenhum perderam alguns componentes pela estrada da existência, mas outros integraram-se a eles: Tetê Macambira, poeta do Absinto e David Alencar - o Poeta do Acaso - e exímio recitador de Mário Gomes.
E a primeira ação desse grupo foi a ocupação artística na Praça da B1 (apelido dado à avenida Bulevar 1), no conjunto São Cristóvão, em Fortaleza/CE.
Mas os Poetas de Cidade são assim: invadem a cidade porquanto sejam de leve e de todo lugar, por isso... de nenhum em particular.
No entanto, pretendem voltar . Aqui o registro de alguns momentos desses poetas que cultuam epicurismo e saúdam o existencialismo: (cliques de Jefferson Costa, Eunice Mariah e Tetê Macambira):
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| Clique de Jefferson Costa - Poetas de Lugar Nenhum e Convidados e Plateia - todos unidos pela Poesia. <3 |
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| David Alencar |
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| Poeta do Impossível - Aglailson Di Almeida |
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| David Alencar - Recitando Mário Gomes |
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| Tetê Macambira |
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| Tetê Macambira e David Alencar |
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| Poeta Louco - Samuel Denker |
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| Aglailson Di Almeida, Tetê Macambira e David Alencar |
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| Aglailson Di Almeida, Tetê Macambira e Jair Xavier |
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| Poeta do Infinito - Hit Ty |
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| Jair Xavier, Aglailson Di Almeida e Tetê Macambira |
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| À esquerda, Tetê Macambira - Acima, Aglaison Di Almeida, Tetê Macambira e Hit Ty. À direita, David Alencar. Abaixo, Hit Ty ao violão. |
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| Tetê Macambira |
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Acima, fotógrafo Jefferson Costa. À esquerda, Tetê Macambira. |
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| O Poeta do Infinito - Hit Ty |
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| O Poeta do Impossível - Aglailson Di Almeida |
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
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