Sou muito, não, de me apresentar, ó!...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Não quero tomar banho, ainda te sinto em mim! - Rafaelle F.

NÃO QUERO TOMAR BANHO, AINDA TE SINTO EM MIM!
Rafaelle F.

Despedida,
Um abraço forte,
 Prazer em te conhecer,
 Então tu te vais,
Quando ando e olho para trás, tu já te foste...
Despedidas sempre são um saco,
- Até logo, moço.
Olhares sem fins ao horizonte estonteante
- No teu Horizonte vejo:
 A beleza,
 Horizontes  sem fins,
Apenas aguardo nessa manhã, luminosa e cinzenta,
Ai de mim,
 Ver estas belas luzes atravessar os teus olhos castanhos.
Que horizonte posso ver
A não ser em teus olhos, solitários e obscuros?
Ai de mim,
Um dia,
Poder dizer,
Apenas,
Um:
- Te Amo. ( Brasilianista )
 - I Love You. ( English )
 - Te Quiero. ( Espanhol )
 - Ti Amo. ( Italiano )
 - Ich Liebe Dich ( Alemão )
Poderia recitar todos
 Os idiomas possíveis,
Sussurrar em teu ouvido
 O meu grande amor
 Que guardo -  apenas guardo este imenso amor solitário.




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

[Testemunho os restos mortais] - Aglailson Di Almeida



[Testemunho os restos mortais]
(Aglailson Di Almeida)

Testemunho os restos mortais
de um rio sob uma ponte esquecida…
Percebo vidas simplórias  no acostamento da solidão.
...A carcaça da fome humana/animal exposta a olho nu.
Um gigante de pedra purulento de sequidão.  
O deserto de estórias.  
A aridez do abandono .
A oração repetida em vão.  
A chuva que cai molha apenas os rostos velhos e sombrios.
Chuva ácida de lágrimas.
O pastor abandonou o rebanho daquelas bandas.
Sobrou areia e poeira…
Nada poético.  Nada se salva.
O sertão nunca vai virar mar.
Não haverá  mais lágrimas...
O sertão vai virar mar de sangue.
De  esquecimento.
De fome!
A chaga aberta de um país.
Terra sem lei.
Uns deixam suas insânias na beira da estrada.
Dividem suas dores com mulheres encaliçadas
dos augúrios da vida!
outros vão dormir sem ter matado a sede

com água barrenta do conformismo.

Encontros Familiares - Hit Ty



Encontros Familiares
Os termos são destratados em encontros familiares
Minhas fases são descritas em páginas vazias
Não há espaço no decorrer das vozes
Mutilações retaliadas em laços adormecidos
Dúvida subjetiva, uma bela canção
Os sinos abalam as estruturas saturadas em estância
Nada faz sentido nessa drástica falência
Não há repouso em minhas lembranças
Fragmentos de uma civilização perdida
Atração oposta, amor incompreendido, sentimento hediondo
Aventuro-me em detritos de um temível vulcão.
O plano foi dividido em partes acidentais
Confundiram a data do enterro, deformaram meus ideais
A pele se desprende, as paredes sucumbem ao delírio
A solidão é minha amiga mais íntima, as direções parecem iguais
Não  me lembro das cores, de como o vento costumava me chamar.
Os rostos se escondem em traços tímidos
Os sonhos costumam morrer para nos acordar
A linha que nos cerca dá voltas no infinito
Nos abraça no centro de um círculo de horrores
Lençóis cobertos por sombras aflitas
O peso do tempo nos empurra para fora do leito
O cansaço nos pressiona contra nossa frágil razão
As mão trêmulas tocam as nuvens no céu da boca
As veias entopem os olhos de segredos
Lágrimas encharcadas de perguntas ainda sem respostas
A ilusão sintoniza os sentidos numa aleatória distinção
Conforto temporário, braços bipolares, reação súbita
Raízes assassinadas por algumas centenas de gerações
Que ainda não vieram à tona…
Hit Ty
17/08/2015 23h57

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ao Poeta Permissível do Impossível - Tetê Macambira

Ao Poeta Permissível do Impossível 


a Aglailson Di Almeida 

O céu me prometeu chuvas - que não vieram 
(pena! - sinto alegrias ouvindo chuvas choverem) 
Piva, pois! Pipoca. Caneca seca em vinhos. 
E os versos me vêm falando de você. 
Você! - o Poeta compulsivo do Impossível permissível 
Aquele que valsa loucamente com a Impossibilidade 
Tanto e tanto, que a deixa tonta 
E ei-la totalmente possível e tangível 
Mas somente pela Impossibilidade embriagada em te querer. 
E o que te faz tão bem querido? 
Teus versos inopinados da mais doce poesia, mesmo nos momentos mais acres?? 
Tua racionalidade dançante com os amores, mesmo os mais vis? 
Tua vida entregue hedonisticamente em feriados, mesmo que inexistentes? 

Não. 

Além dos copos e dos paraísos prometidos 
vêm as leituras escolhidas 
As pesquisas inacabadas 
As vivências limítrofes. 

-O que você quer com a gente? 

Silêncios preenchem a impossibilidade da resposta. 
Mas teus versos vêm, deslizantemente, auxiliar. 

Porque és o Poeta Permissível do Impossível 
-aquele que permite à Impossibilidade 
Se tornar algo bem que possível. 
Porque permites que sejamos nós mesmos 
Quem quisermos ser, sem ônus, sem questões 
No momento em que quisermos ser 
Aquilo que quisermos ser. 

Transmudas nossa água impossível 
No mais possível inebriante vinho. 
Brindemos e bebamos ao Poeta do Permissível 
-O que nos permite SER. 

(Tetê Macambira)