Clube de leitura de poesia, sarau poético, oficinas de poesia, produção de zines autorais artesanais e intervenções poéticas
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
domingo, 19 de novembro de 2017
[sem erros] Vir / Vier (futuro do subjuntivo)
Subjuntivo é aquele modo verbal que indica possibilidades, probabilidades.
Portanto, usa-se na frase: Se Elena não XX amanhã, não terá reunião. [vier / vier]
(observar que o condicional "Se" indica o subjuntivo).
Se Elena não vier amanhã, não terá reunião.
Fácil de confundir, porque no modo infinitivo impessoal conjugar-se-ia "vir", mas sendo subjuntivo, muda-se a desinência verbal modo-temporal. Ou seja: conjuga-se o verbo vir dessa forma no futuro do subjuntivo:
Portanto, usa-se na frase: Se Elena não XX amanhã, não terá reunião. [vier / vier]
(observar que o condicional "Se" indica o subjuntivo).
Se Elena não vier amanhã, não terá reunião.
Fácil de confundir, porque no modo infinitivo impessoal conjugar-se-ia "vir", mas sendo subjuntivo, muda-se a desinência verbal modo-temporal. Ou seja: conjuga-se o verbo vir dessa forma no futuro do subjuntivo:
- eu v-i-er
- tu v-i-er-es
- ele/ela v-i-er
- nós v-i-er-mos
- vós v-i-er-des
- eles/elas v-i-er-em
![]() |
| Tetê Macambira - Revisora |
sábado, 18 de novembro de 2017
[sem erros] Visar a / Visar ao (pretender)
Péricles fez MBA e está pronto para ascender na empresa, portanto, ele visa *** cargo de administrador sênior.
ele visa ao cargo de administrador sênior.
Visar é um daqueles verbos que possui dupla transitividade; tanto pode exigir objeto direto (sem preposição) quanto objeto indireto (com preposição).
Visar, no sentido de mirar, olhar, é verbo transitivo direto e exige, por conseguinte, objeto direto: Péricles visa bem seu carro.
Visar, no sentido de almejar, pretender, desejar é verbo transitivo indireto e exige que seu objeto indireto venha precedido da preposição a: Péricles visa à rápida ascensão na empresa (lembrando que a preposição a + artigo definido feminino a = a+a = à).
Visar, no sentido de mirar, olhar, é verbo transitivo direto e exige, por conseguinte, objeto direto: Péricles visa bem seu carro.
Visar, no sentido de almejar, pretender, desejar é verbo transitivo indireto e exige que seu objeto indireto venha precedido da preposição a: Péricles visa à rápida ascensão na empresa (lembrando que a preposição a + artigo definido feminino a = a+a = à).
![]() |
| Tetê Macambira - Revisora |
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
[sem erros] Zero horas ou Zero hora?
sábado, 23 de setembro de 2017
outros jeitos de usar a boca, de rupi kaur
O Clube Leitura Poesia* teve sua primeira reunião hoje, 23/09/17, às 17h,
em frente ao Porto Iracema das Artes **
Livro selecionado: "outros jeitos de usar a boca", de Rupi Kaur.
O livro virou um fenômeno de vendas. A escritora, nascida na Índia, mas tendo vivido no Canadá desde seus quatro anos de idade, produziu trabalhos visuais no instagram (onde escandalizou quando postou fotos sobre a menstruação) e publicou seu - até agora - único livro de forma independente pela amazon. Milk and honey (título original) é uma coletânea que aborda o empoderamento feminino.
![]() |
| "A Rupi Kaur tem uma poética capaz de arranhar-nos em uma ferida recém-cicatrizada..." (Luís Silva) |
Notas de leitura:
ESTILISTICAMENTE falando, não seria poesia - mas antes microcontos seguindo uma linha narrativa - embora, muitas vezes, "escapole" dessa linha narrativa, quebra-a. Colocaria esse livro na estante de autoajuda sem receios de errar. Mais parece uma paráfrase, tipo "O Segundo sexo para "dummies". Ela acerta aqui, aqui e ali - mas não é uma constante. Sua linguagem é de uma simplicidade estarrecedora, desconcertante, lembrando - comparou Luis Silva - à poética despretensiosa de Charles Bukowski, no tocante ao estilo, bem entendido.
MAS... (olhaí a conjunção adversativa salvando a lavoura, gente!) há mais pontos positivos em sua obra:
a) ela TOCA, sensibiliza o leitor - e isso é POESIA!;
b) ela parte de um microcosmo de si mesma (?) que "conversa" com o leitor, o macrocosmo;
c) a delicadeza das ilustrações, minimalistas e pertinentes, completam o livro;
d) é didático (quase um manual);
e) preço e autora acessíveis - um valor que cabe em bolso raso e uma autora que não se furta à publicidade nem, tampouco, às várias formas de divulgar seus textos;
f) é sensível, atinge e ilumina o público;
g) linguagem facilitada que atinge um número maior de leitores;
g) é NECESSÁRIO! - todxs deveriam ler essa obra.
Leitura recomendada a todos e todAs - há mais pontos positivos que negativos.
[só não consigo entender por que mudaram o título original!!!]
Leituras outras:
Sobre essa cultura de estupro, foram mencionados os seguintes textos:
# Rose Madder - Stephen King - Capítulo 1 - Descrição dos sentimentos da protagonista que é violada pelo marido agressor;
# Dedo de moça - antologia das escritoras suicidas - "Uma fábula!" de Alice Barreira - uma paráfrase modernizada do conto de fadas "Chapeuzinho Vermelho", considerando a personagem do Lobo Mau como um possível agressor sexual;
# Antologia de poesia afro-brasileira - "Outra nega Fulô" de Oliveira Silveira, que dialoga com o texto de Jorge de Lima, subvertendo a ordem deste último e empoderando a mulher;
# "Verdade seja dita", poesia condenando a cultura do estupro, da poetisa e slamer Mel Duarte.
PRÓXIMO LIVRO: A ROSA DO POVO, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
em 14 de outubro de 2017 - horário e local a serem combinados.
* uma nova investida do Poetas de Cidade: um grupo que se reúne para ler, discutir e comparar textos poéticos (ou não) de três em três semanas, aos sábados. Link para acesso ao grupo no facebook: https://www.facebook.com/groups/poesiaclubesarau/
** local previamente reservado por um dos administradores do Clube, mas que, infelizmente, na data aprazada, estava fechado.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Jardim Secreto - Tetê Macambira
Jardim Secreto
Querer não é poder
quando quero a lua,
e também o sol ao nascer
me banhando nua.
Esperar não é cansar
quando espero o dia
de ser feliz ao casar
o verbo dar com alegria.
As rosas falam, sim,
quando vou ao jardim
contar os meus medos.
Nada é impossível
quando estou invisível
dentro dos teus segredos.
[Tetê Macambira]
Calmamente
Folhas,
vento,
falas,
ruídos escassos
que ecoam no
silêncio da tarde.
São fragmentos
de minha vida calma;
são aberrações
no mundo de hoje.
Quem me dera
estar dormindo
sob pinheiros
olhando Nahuel Huapi
e não sentindo
a tranquilidade
de estar em casa.
Quem me dera!
Só assim
eu poderia
me sentir à vontade
estando onde estou.
[Tetê Macambira]
Assinar:
Postagens (Atom)









