Clube de leitura de poesia, sarau poético, oficinas de poesia, produção de zines autorais artesanais e intervenções poéticas
terça-feira, 20 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Assim, sobre o dia do Escritor: - Tetê Macambira
Assim, sobre o dia do Escritor:
(Tetê Macambira)
Assim: de repente e sem querer
o reggae e o rock e o blues e o rap e o Villa-Lobos
sucedendo-se em minha cabeça,
passando pelos meus dedos trocando spotify
(mas ainda saudosos por demais do grooveshark)
e alguns versos vêm me visitar, mas tudo tão de passagem que nem sei!
o reggae e o rock e o blues e o rap e o Villa-Lobos
sucedendo-se em minha cabeça,
passando pelos meus dedos trocando spotify
(mas ainda saudosos por demais do grooveshark)
e alguns versos vêm me visitar, mas tudo tão de passagem que nem sei!
E me chega, assim, do nada! a data de hoje.
Dia do escritor. 13 de outubro.
E fico matutando com os elásticos de meu vestido:
- Afinal, o que diabos significa ser escritor nos tempos de hoje?
A pessoa se achar a si mesma, vanitosamente, escritor?
Outro escritor reconhecê-lo como companheiro de escrita?
Alguma editora ter-se proposto a publicá-lo?
Os críticos aclamarem e aceitarem-no?
Ou... (pior!!!).... o tempo e historiadores definirem?
Dia do escritor. 13 de outubro.
E fico matutando com os elásticos de meu vestido:
- Afinal, o que diabos significa ser escritor nos tempos de hoje?
A pessoa se achar a si mesma, vanitosamente, escritor?
Outro escritor reconhecê-lo como companheiro de escrita?
Alguma editora ter-se proposto a publicá-lo?
Os críticos aclamarem e aceitarem-no?
Ou... (pior!!!).... o tempo e historiadores definirem?
Mistérios da arte de escrever
que, como qualquer outra arte,
é realizada por gente para outras gentes.
: e isso, de envolver gente, já diz tudo....
que, como qualquer outra arte,
é realizada por gente para outras gentes.
: e isso, de envolver gente, já diz tudo....
De qualquer modo,
Parabéns a quem se esforça em fixar nas palavras
os incômodos internos - e em compartilhá-los.
Porque dói pra caramba reter todos esses furacões internos
Porque machucam olhares e saberes externos ante nossa impotência
E não nos resta senão expor todas essas dores, dividir as angústias,
extrair a fórceps nossas inquietudes e revoltas todas.
Porque, todos, sabemos: escrever é suor e lágrimas e sangue
Parabéns a quem se esforça em fixar nas palavras
os incômodos internos - e em compartilhá-los.
Porque dói pra caramba reter todos esses furacões internos
Porque machucam olhares e saberes externos ante nossa impotência
E não nos resta senão expor todas essas dores, dividir as angústias,
extrair a fórceps nossas inquietudes e revoltas todas.
Porque, todos, sabemos: escrever é suor e lágrimas e sangue
Vilarejos Fodidos - Rafaelle F
-Vilarejos FODIDOs-
Rafaelle F.
Vida passadas, Vida presente, Vida Futuras.
Medo a cada dia que passa, Incertezas a cada dia que passa,
Inseguranças, com mais Inseguranças,
Contínuas, e repetidamente,
Acabam me bloqueando,
Internamente ou Exteriormente...
Raiva, Raiva, Raiva,
Atrás de mais Raiva.
Enfurecida a cada dia,
Enfurecida com essa tal... AILÍMAF .
Espero apenas que vocês se SE-MADOF.
Não suporto mais,
Ver,
Sentir,
Olhar cara a cara,
Teu rosto desprezível é Miserável!
Em Plenamente 0h50 tu me vens com desaforos continuous.
Penso e repenso em fugir...
Quem me dera fugir,
Um dia farei isso,
E nunca mais, minha Jovem!
Tu nunca mais voltarás a olhar Minha cara,
Destruída e batida onde certas noites tu sentias prazer em me ver
por debaixo das tuas unhas
fedidas!
Digo
Apenas
Um
Tiau,
Até nunca mais.
A. Quatro Abril - Rafaelle F
- A. Quatro Abril -
Rafaelle F.- 2015
Aqui nesta tarde acinzentada
te vejo te abraço
te sinto inteiramente meu.
Gaguejo, me envergonho de mim mesma.
O que é isso?,
Amor?
Sinto teu cheiro, impregnado no meu corpo,
Sinto ainda o teu pequeno e suave abraço,
Sinto ainda a leveza da tua voz,
Sinto ainda aquela música do '' Tiny Dance'' e '' Fever Dog '' tocando
Sentamos e falamos bobagens - bobagens essas que são importantes.
Quero que o teu cheiro nunca saia de mim,
teu aroma me faz lembrar de ti
e está começando a desaparecer,
Quero nunca mais tomar banho,
para não sair esse cheiro teu.
Teu abraço de despedida impregnou
teu aroma em meus cabelos,
ainda consigo sentir teu cheiro
- isso é normal?
Me pego escutando músicas, aquelas tuas favoritas: Barão, Cazuza...
Teus olhos me hipnotizam atrás dos teus óculos,
Minhas trêmulas mãos,
Minha boca começa a gaguejar,
Sinto meu estômago revirando de nervosismo
Escuto tuas aventuras, malandragens, histórias fiadas
num sábado deserto com clima de chuva…
A poesia sobre a chuva que não veio - Rafaelle F
A poesia sobre
a chuva que não veio.
Rafaelle F.
02:16 am - 13 de outubro
- Aqui não está chovendo...
Eu chorarei,
Estou chorando litros,
Por que eu não recebo a tal chuva em casa..
Será que eu, tenho que achá-la em algum outro
canto? Lugar?
Pois nem que eu passe a noite inteira
Ficarei acordada,
Horas após horas,
Dias após dias
Noites após noites,
Aguardando,
Esperando,
Suplicando,
Venha até mim,
Para que eu possa assim
Te contemplar e te abraçar,
Oh, mãe natureza divina,
Chuva, tu és Bela.
Ficarei te esperando...
Não quero tomar banho, ainda te sinto em mim! - Rafaelle F.
NÃO QUERO TOMAR BANHO, AINDA TE SINTO EM MIM!
Rafaelle F.
Despedida,
Um abraço forte,
Prazer em te conhecer,
Então tu te vais,
Quando ando e olho para trás, tu já te foste...
Despedidas sempre são um saco,
- Até logo, moço.
Olhares sem fins ao horizonte estonteante
- No teu Horizonte vejo:
A beleza,
Horizontes sem fins,
Apenas aguardo nessa manhã, luminosa e cinzenta,
Ai de mim,
Ver estas belas luzes atravessar
os teus olhos castanhos.
Que horizonte posso ver
A não ser em teus olhos, solitários e obscuros?
Ai de mim,
Um dia,
Poder dizer,
Apenas,
Um:
- Te Amo. ( Brasilianista )
- I Love You. ( English )
- Te Quiero. ( Espanhol )
- Ti Amo. ( Italiano )
- Ich Liebe Dich ( Alemão )
Poderia recitar todos
Os idiomas possíveis,
Sussurrar em teu ouvido
O meu grande amor
Que guardo - apenas guardo este imenso amor solitário.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
[Testemunho os restos mortais] - Aglailson Di Almeida
[Testemunho os restos mortais]
(Aglailson Di Almeida)
Testemunho os restos mortais
de um rio sob uma ponte esquecida…
Percebo vidas simplórias no acostamento da solidão.
...A carcaça da fome humana/animal exposta a olho nu.
Um gigante de pedra purulento de sequidão.
O deserto de estórias.
A aridez do abandono .
A oração repetida em vão.
A chuva que cai molha apenas os rostos velhos e sombrios.
Chuva ácida de lágrimas.
O pastor abandonou o rebanho daquelas bandas.
Sobrou areia e poeira…
Nada poético. Nada se salva.
O sertão nunca vai virar mar.
Não haverá mais lágrimas...
O sertão vai virar mar de sangue.
De esquecimento.
De fome!
A chaga aberta de um país.
Terra sem lei.
Uns deixam suas insânias na beira da estrada.
Dividem suas dores com mulheres encaliçadas
dos augúrios da vida!
outros vão dormir sem ter matado a sede
com água barrenta do conformismo.
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