Sou muito, não, de me apresentar, ó!...

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Ao som de "O céu é da perdiz" -

Ao som de “O céu é da perdiz” 
A lua enche o céu enquanto lanternas queimam como estrelas. 
De mãos dadas eu caminhava com meu homem até a Porta Duan 
Mas voltamos arrastados pelas canções e pela danças de gansos em revoada. 
Eu não percebi que tinha me transformado em pato mandarim sem meu companheiro. 
Na lenta madrugada, 
Agradeci sua largueza imperial 
Quando o vinho, como um presente real, foi anunciado, 
Mas fiquei com medo de que meus pais adotivos me repreendessem por beber 
E por isso bebi só uma taça, para por minha inocência à prova. 

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A menina que pegou a taça de ouro – Início do século XII
 


Poetisas Chinesas

sábado, 23 de março de 2019

Para Feiqing em uma noite de inverno - Yu Xuanji



Baixa poema invoco-te à luz da lanterna
à noite insone renego o frio das cobertas
Folhas ocupam o pátio como ao vento a dor
Entre as cortinas em gaze a lua declina
Triste a seguir a estrada uma estranha até o fim
em florescer e murchar conhece-se a flor
mesmo desconhecido seu pouso entre os plátanos
Encerra a tarde um arco os pardais em alarde


[Yu Xuanji]

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Início de Outono - Yu Xuanji



Brilham os novos botões de crisântemo
Ao poente a névoa oculta as montanhas
No verde às árvores um vento frio
nas cordas ressoa uma canção límpida
Mulheres: a espera junto ao tear
Aos homens, a marcha além da Muralha
As aves no céu; aos peixes, o rio
Ficam as cartas a meio caminho

[Yu Xuanji]


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Vendendo peônias murchas
[Yu Xuanji]


O rosto ao vento, a suspirar, pétalas caem
e vai-se outra primavera em seus odores
Hoje ninguém as quer comprar, dizem-nas caras
Intenso, afasta as borboletas, seu aroma
Pétalas rubras, só crescessem em palácios
Folhas de jade, vão tingir-se ao pó da estrada?
Antes se transplantarem a imperiais vergéis
e as colheriam belos jovens em cortejo