Sou muito, não, de me apresentar, ó!...

domingo, 19 de novembro de 2017

[sem erros] Vir / Vier (futuro do subjuntivo)

Subjuntivo é aquele modo verbal que indica possibilidades, probabilidades.
Portanto, usa-se na frase: Se Elena não XX amanhã, não terá reunião. [vier / vier]
(observar que o condicional "Se" indica o subjuntivo).

Se Elena não vier amanhã, não terá reunião.

Fácil de confundir, porque no modo infinitivo impessoal conjugar-se-ia "vir", mas sendo subjuntivo, muda-se a desinência verbal modo-temporal. Ou seja: conjuga-se o verbo vir dessa forma no futuro do subjuntivo:

  • eu v-i-er
  • tu v-i-er-es
  • ele/ela v-i-er
  • nós v-i-er-mos
  • vós v-i-er-des
  • eles/elas v-i-er-em    



Tetê Macambira - Revisora


sábado, 18 de novembro de 2017

[sem erros] Visar a / Visar ao (pretender)

Péricles fez MBA e está pronto para ascender na empresa, portanto, ele visa *** cargo de administrador sênior.

 ele visa ao cargo de administrador sênior.

Visar é um daqueles verbos que possui dupla transitividade; tanto pode exigir objeto direto (sem preposição) quanto objeto indireto (com preposição).
Visar, no sentido de mirar, olhar, é verbo transitivo direto e exige, por conseguinte, objeto direto: Péricles visa bem seu carro.
Visar, no sentido de almejar, pretender, desejar é verbo transitivo indireto e exige que seu objeto indireto venha precedido da preposição a: Péricles visa à rápida ascensão na empresa (lembrando que a preposição a + artigo definido feminino a = a+a = à).

Tetê Macambira - Revisora


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

[sem erros] Zero horas ou Zero hora?

Relógio dizendo meia-noite em ponto, mas no mercado corporativista a onda é dizer:

       ZERO ... [hora / horas]

Zero é singular, portanto HORA também no singular. Assim como UMA HORA.

Tetê Macambira - revisora

sábado, 23 de setembro de 2017

outros jeitos de usar a boca, de rupi kaur

O Clube Leitura Poesia* teve sua primeira reunião hoje, 23/09/17, às 17h,
 em frente ao Porto Iracema das Artes **

Dados da leitura:
Livro selecionado: "outros jeitos de usar a boca", de Rupi Kaur.
O livro virou um fenômeno de vendas. A escritora, nascida na Índia, mas tendo vivido no Canadá desde seus quatro anos de idade, produziu trabalhos visuais no instagram  (onde escandalizou quando postou fotos sobre a menstruação) e publicou seu - até agora - único livro de forma independente pela amazon. Milk and honey (título original) é uma coletânea que aborda o empoderamento feminino.
"A Rupi Kaur tem uma poética capaz de arranhar-nos em uma ferida recém-cicatrizada..." (Luís Silva)

Notas de leitura
:
ESTILISTICAMENTE falando, não seria poesia - mas antes microcontos seguindo uma linha narrativa - embora, muitas vezes, "escapole" dessa linha narrativa, quebra-a. Colocaria esse livro na estante de autoajuda sem receios de errar. Mais parece uma paráfrase, tipo "O Segundo sexo para "dummies". Ela acerta aqui, aqui e ali - mas não é uma constante. Sua linguagem é de uma simplicidade estarrecedora, desconcertante, lembrando - comparou Luis Silva - à poética despretensiosa de Charles Bukowski, no tocante ao estilo, bem entendido.
MAS... (olhaí a conjunção adversativa salvando a lavoura, gente!) há mais pontos positivos em sua obra:
a) ela TOCA, sensibiliza o leitor - e isso é POESIA!;
b) ela parte de um microcosmo de si mesma (?) que "conversa" com o leitor, o macrocosmo;
c) a delicadeza das ilustrações, minimalistas e pertinentes, completam o livro;
d) é didático (quase um manual);
e) preço e autora acessíveis - um valor que cabe em bolso raso e uma autora que não se furta à publicidade nem, tampouco, às várias formas de divulgar seus textos;
f) é sensível, atinge e ilumina o público;
g) linguagem facilitada que atinge um número maior de leitores;
g) é NECESSÁRIO! - todxs deveriam ler essa obra.
Leitura recomendada a todos e todAs - há mais pontos positivos que negativos.
[só não consigo entender por que mudaram o título original!!!]


Leituras outras:
Sobre essa cultura de estupro, foram mencionados os seguintes textos:
# Rose Madder - Stephen King - Capítulo 1 - Descrição dos sentimentos da protagonista que é violada pelo marido agressor;
# Dedo de moça - antologia das escritoras suicidas - "Uma fábula!" de Alice Barreira - uma paráfrase modernizada do conto de fadas "Chapeuzinho Vermelho", considerando a personagem do Lobo Mau como um possível agressor sexual;
# Antologia de poesia afro-brasileira - "Outra nega Fulô" de Oliveira Silveira, que dialoga com o texto de Jorge de Lima, subvertendo a ordem deste último e empoderando a mulher;
# "Verdade seja dita", poesia condenando a cultura do estupro, da poetisa e slamer Mel Duarte.


PRÓXIMO LIVRO: A ROSA DO POVO, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
em 14 de outubro de 2017 - horário e local a serem combinados.





* uma nova investida do Poetas de Cidade: um grupo que se reúne para ler, discutir e comparar textos poéticos (ou não) de três em três semanas, aos sábados. Link para acesso ao grupo no facebook: https://www.facebook.com/groups/poesiaclubesarau/ 

** local previamente reservado por um dos administradores do Clube, mas que, infelizmente, na data aprazada, estava fechado.